Para o Núcleo, este ano lectivo começou com o VIII Encontro Regional de Professores de Matemática, correspondente ao ano lectivo anterior mas só realizado em 10 e 11 de Setembro deste ano, na Escola Básica Vale de Milhaços.
O seu tema forte foi a Geometria. Dos 14 dinamizadores de sessões que me foi possível recensear através dos documentos de que disponho, 7 (ou seja, metade) vieram de fora dos concelhos de Almada e Seixal. E quase todos leccionavam ou no Secundário (6) ou no Superior (6).
Na Assembleia Geral realizada num dos dias deste encontro foi eleita a Comissão Coordenadora para o biénio de 1998-2000. Ela foi, até à altura, a mais pequena de todas (o seu tamanho apenas foi igualado pela seguinte, que também seria a última), sendo composta por Ana Rita Alves e Sara Piscarreta, da ES João de Barros, por Patrícia Cascais, da ES Francisco Simões, e por Pedro Esteves, da ES José Afonso.
Durante a Assembleia foi feita uma “queixa”: “a escola absorve cada vez mais os professores.” E também foram recenseadas diversas “necessidades” do Núcleo, ou dos sócios: “uma sede; um Centro de Recursos; apoio, sobretudo no início de carreira, para ver o que se pode fazer; possibilidade de participação ao pé de casa; acesso a contribuições dadas por gente importante que nos visita; estímulo de actividades (p. ex. inter-escolas); estímulo de reflexão (p. ex. sobre o que é dinamizar a vida da Matemática numa escola); possibilidades de valorização (p. ex. os interprojectos).”
Um mês e meio depois realizou-se nova Assembleia Geral. essencialmente dedicada aos aspectos burocráticos da organização do Núcleo. E ao longo do ano foram realizadas 16 reuniões da Comissão Coordenadora: para tratar da correspondência; para preparar os boletins através dos quais nos mantínhamos em contacto com os sócios, o interescolas de jogos de reflexão e o encontro regional de professores; para organizar a contabilidade; e para debater as posições que deveríamos tomar nos Conselhos Nacionais da APM.
O Boletim Informativo teve três edições ao longo do ano lectivo. A Coordenadora preparava o seu conteúdo (uma parte dele resultante da participação de outros sócios), compunha-os e um ou dois dos seus membros dirigia-se a Lisboa, à sede da APM, onde os imprimia, recebendo ainda as etiquetas com os nomes e moradas dos sócios residentes nos concelhos de Almada e do Seixal.
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| Cartoon inserido no Boletim Informativo, nº 25 |
Num dos dias seguintes a Coordenadora reunia-se para dobrar os boletins impressos, colocá-los em envelopes e colar nestes as etiquetas com os endereços dos destinatários. Por fim, cabia a um ou dois de nós enviar os envelopes endereçados por correio (outros seriam entregues por outras vias).
Anotei, a propósito do primeiro destes três boletins, os seguintes números:
338 sócios;
cerca de 70 escolas do 1º Ciclo;
36 escolas do 2º e 3º Ciclo e do Secundário;
2 escolas do ensino superior;
4 Centros de Formação;
2 Câmaras Municipais (3 exemplares para cada);
30 exemplares para a APM, os outros Núcleos e os Grupos de Trabalho da
associação;
10 exemplares para arquivo;
o que perfazia 496 exemplares; e
gastos (por excesso) de 420 x 50 escudos em envelopes selados e de 80 x 50
escudos em envelopes não selados;
de 500 x 6 páginas x 4,5 escudos em fotocópias;
o que atingia um preço aproximado, por cada número do boletim, de 34 900
escudos.
Com a revisão curricular do Básico estava a ser testada na Escola Básica
Integrada da Charneca (hoje EBI Carlos Gargaté), foi aí organizado, no dia 27
de Janeiro, um debate
sobre o caso do 1º Ciclo. Teve 23 participantes, entre eles a Lurdes
Serrazina, uma das especialistas envolvida nesta mudança, que defendeu a ideia
de a implementação da «revisão» no 1º Ciclo vir a ser acompanhada por um ou mais
professores.
Foram também realizadas algumas reuniões sobre as actividades extracurriculares. A
primeira concretizou-se no dia 10 de Fevereiro, tendo nela participado 11
professores, que leccionavam em 8 escolas (uma do 1º Ciclo; duas do 2º e 3º
Ciclos; e cinco do 3º Ciclo e Secundário).
Falou-se sobre o papel do Interescolas de Jogos de Reflexão, equacionou-se a
possibilidade de lançar um novo Interescolas, sobre «Resolução de Problemas», e
lançou-se a ideia de se produzir um Boletim destinado a alunos, a partir de
contributos vindos das várias escolas, redigidos tanto por alunos como por
professores; deveria ser perspectivado a longo prazo e ser, sugeriu-se, uma
forma de interagir com as actividades curriculares e extracurriculares,
nomeadamente os interescolas, de ligar a Matemática a outras disciplinas e de
aproveitar as nascentes potencialidades da internet;
tudo isto, clarificou-se, exigiria a conjugação de diversas condições
materiais.
Depois desta primeira reunião, a única direcção de trabalho que foi retomada foi
a dos «problemas». Foram realizados encontros em 5 e 10 de Março e em 24 de
Maio, que juntaram professores de todos os níveis de ensino não superior: a Alda
e a Conceição
Patrício (do 1º Ciclo), a Lìdia Matias e a Teresa Nascimento (do 2º Ciclo),
o António
Roque e o Pedro Esteves (do 3º Ciclo) e a Rita
(que leccionava na Escola Secundária Nova Maré). Decidimos que os primeiros
passos deveriam ser a recolha de problemas em uso nas aulas e em concursos de
problemas (na ES José Afonso) e numa Janela da Matemática (na EB Conceição e
Silva) e uma identificação de situações em que a Matemática estava envolvida
nas Culturas e nas Profissões. E ficou combinado que se faria uma sessão
prática sobre isso no próximo Encontro Regional de Professores (que só seria
realizado no início do ano lectvo seguinte).
O 7º Interescolas
de Jogos de Reflexão foi realizado na ES António Gedeão, tendo sido
seus responsáveis operacionais a Lídia Matias, a Luísa Teixeira e o Pedro Esteves.
Foi participado por cerca de 300 alunos, acompanhados por cerca de 40
professores, de14 escolas, sendo disputado por 65 equipas (o maior número das
sete primeiras edições do interescolas)
A Sara
Piscarreta dirigiu um inquérito sobre a organização destes interescolas
aos professores acompanhantes, tendo sido recebidas 8 respostas. O inquérito
colocava sete questões que deveriam ser respondidas de acordo com três graus de
opinião, o Fraco, o Aceitável e o Bom. Apenas uma das 56 valorizações foi
negativa, estando as restantes equitativamente divididas entre o Aceitável e o
Bom. No que respeita à preparação do interescolas, o calendário da sua
divulgação foi considerado predominantemente Bom (3 Aceitável + 5 Bom = 3 A + 5
B) e a informação sobre os objectivos e sobre as condições da sua realização
foram considerados principalmente como Aceitáveis (5 A + 3 B). No que respeita
à concretização do interescolas, a recepção aos participantes teve as opiniões
mais divididas (1 F + 2 A + 5 B), o horário teve opiniões mais equilibradas (4
A + 4 B) e a duração e a qualidade do local as opiniões mais concentradas no
Aceitável (respectivamente: 5 A + 3 B e 6 A + 2 B).
Para a concretização deste interescolas os materiais de jogo foram emprestados
pelas Escola Básica 1 de Rosa Colaço, pelas Escolas Básicas 2+3 de Corroios, de
Cova da Piedade e de Vale de Milhaços e pelas Escolas Secundárias António
Gedeão, Francisco Simões, José Afonso e Manuel Cargaleiro e pelo Núcleo.
As Câmaras Municipais de Almada e Seixal garantiram os transportes, a exemplo
do que sucedeu o ano anterior. Desta vez, no entanto, foi usado um maior número
de camionetas, o que evidenciou a crescente complexidade da organização.
E a Escola Secundária António Gedeão, além de todas as atenções que
proporcionou, ofereceu os lanches, nos dois dias, a todos os participantes.
Comentários
Sem documentos consultáveis grande parte da minha memória ficaria adormecida, e
a que não o ficasse poderia mais facilmente incluir erros.
Segundo a base de dados da APM, em Fevereiro de 1999 haveria 423 sócios no
distrito de Setúbal, sendo 338 correspondentes aos concelhos de Almada e
Seixal.
Fontes: Pedro Esteves / Arquivador
com documentos analógicos Núcleo APM Um (Doc.s 112, 114, 115 e 118)
